Luciana Correa


Por que não?

Luciana Correa
Jornalista

Paulo Dias de Campos
Engenheiro de Segurança no Trabalho

Por que não utilizar os recursos já disponíveis?

Em muitas organizações a Comissão Interna de Prevenção de Acidentes é uma realidade apenas para cumprir uma obrigação legal.

Que desperdício...

Mensalmente essa Comissão se reúne para quê mesmo???

Sempre achei muito mal aproveitadas e até desprezadas as CIPA´s instaladas na maioria das empresas. Quantos milhares ou milhões de cipeiros existem em nosso país? Quantos fazem parte da CIPA de sua organização e poderiam estar trabalhando efetivamente num projeto estruturado e único de SST ? Você nunca pensou nisso?

A Organização Internacional do Trabalho criou em 1921 a instrução legal para a criação de comitês de segurança para indústrias. No Brasil inspirada por essa iniciativa criou a CIPA em 1944...

Até hoje, no meu ponto de vista, sem querer generalizar, a já idosa Comissão nunca foi levada a sério. É necessário revitalizá-la uma vez que a intenção ao criá-la permanece inalterada e estampada na sua denominação – PREVENÇÃO de ACIDENTES.

Sem perder tempo em saber “o por que” de os gestores ignorarem algo tão importante para a saúde, segurança e qualidade de vida dos seus trabalhadores e em consequência de uma melhor produtividade e sustentabilidade empresarial, essa reflexão tem como objetivo básico fazer um alerta, principalmente para aqueles que se reconhecerem e se sentirem incomodados com esse texto.

Sua organização está utilizando todo o potencial da CIPA? Se sim, parabéns, se não, é hora de pensar em como mudar esse cenário e parar de reclamar da falta de interesse e de investimentos da alta administração na área da segurança e saúde do trabalho.

Você já pensou que os integrantes dessa Comissão podem ser os “embaixadores” para promover um ambiente de trabalho saudável aliado a um bom clima organizacional, com inegáveis benefícios para todos?

Vamos pensar em como melhor utilizar a CIPA ?. Não existe fórmula pronta ou mágica para isso. Por essa razão, proponho que se faça uma troca de experiências (benchmarking) compartilhando práticas que deram bons resultados.

O que vocês acham?

Para finalizar lembro que principalmente em época de crise e consequentemente de contingenciamento de recursos financeiros é necessário utilizar todos os meios disponíveis e já constituídos em prol da sustentabilidade da organização, sempre mirando a saúde e qualidade de vida de seu público.

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