Paulo Dias de Campos


Ebook Facilitadores e Dificultadores no Processo de Retorno ao Trabalho

Repensando a Reabilitação - Entrevista Revista Proteção – Edição de fevereiro de 2019

Paulo Dias de Campos
Diretor Centro Brasileiro de Segurança e Saúde Industrial

A falta da força de trabalho numa organização corresponde à falta de motor num automóvel. Empresa privada ou órgão público não pode prescindir de seus trabalhadores/servidores. Em nosso País, mesmo com todo o amparo legal, o Estado não tem conseguido realizar as articulações necessárias para promoção da saúde do trabalhador e, tampouco dar conta da efetividade do Serviço de Reabilitação Profissional. Precarização do trabalho, falta de treinamento, de informações e vigilância dos riscos do trabalho, condições de trabalho insalubres, jornadas de trabalho extenuantes, metas e ritmos acelerados, revelam uma postura que nega a proteção, a saúde e a vida. Há necessidade de investimento maciço na prevenção dos acidentes, na promoção da saúde, na vigilância e fiscalização dos ambientes de trabalho e nas práticas voltadas para a Reabilitação Profissional, pois este é um Serviço que possibilita ao trabalhador ser qualificado para retornar ao mercado de trabalho e, assim, continuar contribuindo com a Previdência recompondo a força de trabalho do País.

A Reabilitação Profissional hoje praticada pelo INSS necessita ser repensada por inteiro. Com a Constituição de 1988 a Reabilitação Física passa a ser responsabilidade do Ministério da Saúde e a Reabilitação Profissional do Ministério da Previdência Social, essa mudança causou descontinuidade e distanciamento no processo reabilitatório e marcou a decadência da Reabilitação Profissional. Veja na íntegra essa entrevista - [435kb]

Campinas, fevereiro de 2019